A oposição não só tem o dever de fazer valer sua voz, como possui peso contrabalanceador na democracia. Mas o que se presenciou na noite de sexta-feira (28), durante a inauguração do Hospital Municipal de Cuiabá - o novo Pronto Socorro da Capital, pelo vereador Abílio Júnior (PSC), foi um verdadeiro "espetáculo" à parte.
Acostumado a buscar holofotes causando tumultos, desta vez Abílio Júnior se superou. Gritou em meio à solenidade, e despertando atenção do público presente, tratou de piorar a encenação ao se jogar no chão - a título de "protesto" ao ato público já que ele é um dos opositores ao prefeito - e não mede consequências para se autopromover em nome da "fiscalização".
Ele ganhou flash notório, mas também conseguiu piorar a imagem já desgastada da Câmara Municipal, ou Circo dos Horrores - em que pese a seriedade de muitos vereadores que pagam o preço por descompasso de outros.
Fatos assim devem ser colocados na balança de análise dos eleitores. Atitudes impensadas denigrem copiosamente a face da Instituição.
O exercício da oposição, salutar ao regime de Estado de Direito, deve ser defendido com propriedade - devidamente posicionado, mas respeitando o espaço adequado ao debate: "Combater o bom combate, terminar a corrida, guardar a Fé!"
A saúde pública jamais deveria servir de mira nas nuances da política - a vida é sagrada.
E o que a população não precisa, e não merece, é de mais um político protagonizando triste ensaio.
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